sexta-feira, maio 15

É PROIBIDO JULGAR?

Evangelho de Mateus, capítulo 7, versículos 1 ao 5, diz: “ Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

Quando o Senhor Jesus diz que alguém é hipócrita, Ele está julgando, está sentenciando alguém diante de uma circunstância. Essa consideração ou avaliação é final, porque Jesus não mente e nem falha. Se Ele diz que é hipócrita, é. Jesus diz: se você faz isso, você é hipócrita, você julga o argueiro no olho do irmão mas tem uma trave no seu próprio olho e, não tem condições, ainda, de estar julgando o outro. E, se estivesse sem a trave no próprio olho?
O Senhor Jesus julgou uma das partes da situação conforme sua verdade. A verdade de Jesus Cristo discerne toda e qualquer outra verdade. A verdade de Jesus Cristo é conforme o Espírito Santo que investiga e conhece todas as coisas, mais profundas e inimagináveis aos homens naturais e, aos homens, que se dizem conhecedores da Palavra de Deus, mas, não possuem o Espírito Santo, e vivem pela letra da lei do Velho Testamento, e, mais, vivem por uma verdade que dizem ser de Deus, mas, são verdades de homem natural, misturando a ciência com a Palavra de Deus.
Em tudo é necessário discernir o espírito que fala.
Lembrando da passagem bíblica em 1 João 4:1, que diz:       
“ Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muito falsos profetas se têm levantado no mundo. ” 
Também, 1 Coríntios 14:29, diz: 
“ E falem dois ou três profetas, e os outros julguem." 
 É o que faço, apresentando este estudo. Sim, seja em profecia, seja em estudos bíblicos, seja pregando, cantando, tudo, tudo que se manifesta na face da terra, usando o nome de Deus Pai e o nome do Senhor Jesus Cristo é necessário saber o espírito que está produzindo o ato, quem é a fonte do que está sendo manifestado. 
O apóstolo Paulo, em toda a carta aos Gálatas, pela Palavra de Deus que está nele e nos ensina, julgou, todos aqueles que não vivem conforme a verdade do evangelho da graça. 
Carta aos Gálatas, capítulo 1, versículos 6 ao 12, diz: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” 
O apóstolo Paulo, quando sentencia, o outro evangelho de anátema, está julgando a situação, ou seja, todos os outros evangelhos, os falsos evangelhos, dos falsos cristos, dos falsos irmãos, da falsa graça, são anátemas.
Anátema: amaldiçoado, condenado, destruição, maldição. 
O apóstolo Paulo não tem trave nos olhos, por isso, pode julgar. Poderia o apóstolo Paulo, assim, sentenciar como maldição outros que ensinam e praticam um falso evangelho? Em toda a carta aos Gálatas o apóstolo Paulo condena, com julgamento, todos aqueles que levantam um falso evangelho da graça.
O apóstolo não tem trave nos olhos para julgar. O apóstolo Paulo tem amor e temor real e o Espírito Santo da graça.
O apóstolo Paulo é um filho de Deus verdadeiro. O apóstolo Paulo fala conforme a reta justiça da Palavra de Deus e, não, pelas suas próprias conveniências. O apóstolo Paulo, não serve a Deus, considerando as aparências, pois, não vive o evangelho do Senhor Jesus Cristo procurando agradar a homens, mas, somente, a Deus. 
O apóstolo Paulo não tem a trave nos olhos, isso quer dizer, não usa de argumentações carnais de homem natural baseado em fraquezas ou interesses pessoais convenientes; não faz considerações baseando-se nas aparências das pessoas ou das circunstâncias; não usa a lei do Velho Testamento pela interpretação e aplicação da letra morta (guardar sábado, dízimos, circuncisão, apresentar criança recém-nascida na igreja, rituais ...) mas pela interpretação revelada das sombras das coisas futuras com seus significados espirituais, que é a única verdade real.
O apóstolo Paulo, entre outros, é um filho verdadeiro que fala da parte de Deus, para agradar a Deus, não homens. Por isso, o Senhor Jesus diz para aquele que julga, primeiro, tirar a trave do próprio olho, ou seja, nascer de novo e ser um filho da graça, verdadeiro, e, tudo o que falar da parte de Deus, conforme a Palavra de Deus, com discernimento e sabedoria, pelo dom de Deus, mesmo julgando, é verdadeiro e com aprovação do Pai das luzes, para poder tirar o argueiro do olho do outro.  
Uma denominação, que se diz evangélica, espiritualmente prostituída e corrompida, vivendo em deleites das aparências da carne, sensualidade, avareza, cobiça, inveja, soberba, política, etc, poderia ensinar e pregar arrependimento dos pecados, nascer de novo e santificação? Quem congrega nessa denominação, conseguiria nascer de novo? Para pregar o arrependimento dos pecados, é necessário julgar, condenando o pecador, juntamente com suas obras das trevas, chamando-o para a conversão, às obras da luz. 
Mas, e a trave? Jesus não está proibindo julgar. Aqui, neste texto bíblico de Mateus 7, o Senhor Jesus está falando de uma situação envolvendo um irmão.
Carta aos Efésios, capítulo 5, versículos 1 ao 8, diz: 
“ Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou por nós, em oferta e sacrifício a Deus em cheiro suave. Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convém, mas antes ações de graças. Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicário, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs, porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto não sejais seus companheiros. Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor, andai como filhos da luz. ”
Quem traz o julgamento entre o bem e o mal? Entre o bom e o mau? Entre o santo e o profano? Entre as obras da luz e as obras das trevas? Entre o verdadeiro e o falso? Entre o justo e o injusto? Entre a lei da Velha Aliança em Moisés e a graça da Nova Aliança em Jesus Cristo? Entre Deus Pai e Jesus Cristo e Satanás?
Quando decide por um, julga um pelo outro. Quando decide pelo bem, condena o mal. Quando decide pelo bom, condena o mau. Quando decide pelo santo condena o profano. Quando decide pelo puro, condena o impuro. Quando decide pelas obras da luz condena as obras das trevas. Quando decide pelo verdadeiro condena o falso. Quando decide pelo honesto, condena o desonesto. Quando decide pelo justo condena o injusto.
Quando decide pela graça da Nova Aliança em Jesus Cristo condena a lei da Velha Aliança em Moisés (obs.: refiro-me à lei do Velho Testamento, interpretada e praticada pelo modo natural, segundo a letra, ritual, carnal compreensão, conforme o entendimento dos judeus que não receberam o Salvador e vivem e fazem justiça pelas obras da lei de Moisés – pela aparência carnal, igual as igrejas evangélicas judaizantes, que vivem pelas obras da lei, sem a interpretação revelada das sombras das coisas futuras, figuras e alegorias). 
Quando decide por Deus Pai e Jesus Cristo e seu reino, condena Satanás e seu reino. 
Nessas decisões não é possível tentar introduzir adequações conforme os pontos de vista, gostos, achismos de homem natural segundo seus próprios entendimentos, divagações teológicas, filosóficas e psicológicas confusas, não, não é possível. Por isso, foi deixada para nós a Palavra de Deus, o sim e o não, para aprender, ensinar por ela e discernir todas as coisas.
A Palavra de Deus nos ensina: comparar, escolher e decidir, julgando. 
Se, nascemos de novo, pelo poder de Deus, certamente que, a velha natureza morreu e foi enterrada, significando que essa velha natureza e suas obras foram julgadas e condenadas eternamente, sem divagação e sem qualquer possibilidade de negociar uma mudança do que está feito, não tem retorno. 
Deus não muda a sua Palavra. Essa glória do novo nascimento está selada no Senhor Jesus Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros, de toda a sabedoria e poder e, sendo assim, pela sua Palavra que nos é dada pelos seus verdadeiros seguidores e discípulos, já temos em mãos a verdade inegociável entre o que é e o que não é. 
Mais, o Espírito Santo ensina aquele que anda com Deus.



Este post faz parte de uma série de postagens que pretendo publicar neste blog, para abençoar a sua  vida, assim como a minha tem sido abençoada, com a leitura do livro IDOLATRIA EVANGÉLICA do irmão Sergio Luiz Brandão, do qual o texto foi retirado e que você poderá também ler na íntegra no site: WWW.blues.lord.nom.br

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